sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Sp. Braga: um caso sério



Faz amanhã 5 anos que António Salvador assumiu a presidência do Sp. Braga. Mas há outra data relevante na vida do clube: faz amanhã dois meses que começou o ciclo negro de resultados no emblema bracarense, com um empate, em casa, frente ao Boavista. Nove jogos, cinco derrotas em três competições diferentes, 17 golos sofridos, oitavo lugar na Liga. É o retrato da crise, palavra que soa terrivelmente aos ouvidos de um clube que conviveu nos últimos anos com o sucesso desportivo e uma bem conduzida gestão financeira. Desde que Jesualdo Ferreira saiu, passaram pelo banco quatro treinadores cuja competência e conhecimento não podem ser colocados em causa. O problema é que foram confrontados com a necessidade de impulsionar um crescimento desportivo que o orçamento do Sp. Braga não autorizava. E foram despedidos, sem hesitações. Manuel Machado tem-se aguentado porque, entretanto, a SAD terá percebido que o problema não pode ser só dos treinadores. E não é. O problema do Sp. Braga é bem mais profundo: é uma equipa que já só reage por impulsos, que se galvaniza quando o chicote estala e passados sete ou oito jogos cai numa profunda depressão. É um caso de estudo para psicanalistas, um caso dramático para o mais competente dos treinadores. E o resto é conversa.
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