quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O «Sexta» faz a diferença


Passou tempo suficiente para se meditar sobre o que o «Sexta» inovou ou acrescentou na área dos (agora) tão em voga jornais de distribuição gratuita. Inovou muito e acrescentou imenso e fez-nos ver que, afinal, neste domínio, havia um espaço para explorar que só agora começou a ser preenchido por este semanário que nasceu do esforço conjunto de dois títulos de referência nacional nas respectivas áreas - «Público» e «A BOLA». O Sexta é um produto vivo e estimulante. Não é um jornal de notícias mas tem notícias, não vive do «fait-diver» mas dá uma visão interessante e cativante do nosso pequeno-grande Universo - e, nesse aspecto, como noutros, os seus responsáveis cumpriram a promessa de ser diferentes. O resultado só me espantaria verdadeiramente se não conhecesse algumas das pessoas que estão ligadas ao projecto, a começar pelo director, João Bonzinho, uma referência pessoal com quem tive o prazer de um dia aprender como se faz um Campeonato do Mundo e que fez o favor de me ensinar tanta coisa sem pedir nada em troca (o que poderia eu dar?, talvez só mesmo a minha amizade). Há ainda o Nuno Paralvas, de uma competência inatacável, um operário com arte que veste como poucos a camisola. E, depois, não se pode esquecer a qualidade dos jornalistas que o Público destacou para o «Sexta» bem como a solidária muleta das duas redacções.
Amanhã, sexta, levo o «Sexta» para o fim-de-semana. Vou devorá-lo. E vou lê-lo outra vez. Sempre com gosto. Sempre com admiração.
Enviar um comentário